JMJ comBosco 8 : O olhar da Coordenadora Nacional do MJS, Laura Gralheira, sobre a JMJ

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Laura Gralheira, a nova coordenadora nacional do Movimento Juvenil Salesiano é a convidada de mais um JMJ comBosco. 

Neste 8.º programa, Laura Gralheira – que nunca participou em nenhuma Jornada Mundial da Juventude – partilhou a sua visão sobre este encontro e, em particular, sobre a JMJ Lisboa 2023, destacando a sua importância enquanto momento potenciador de comunhão e de evangelização.  

Para a coordenadora nacional é importante que o MJS acompanhe e guie os jovens neste caminho até à JMJ Lisboa 2023.


Henrique – Olá a todos! Hoje temos connosco, graças às tecnologias, a Laura Gralheira, que é de Vendas Novas, é licenciada em Matemática e é, atualmente, a coordenadora do Concelho Nacional do Movimento Juvenil Salesiano.

Laura – Olá, o meu nome é Laura Gralheira, tenho 22 anos e estou, neste momento, a terminar a minha tese de mestrado em Estatística e Gestão de Informação, enquanto trabalho numa consultora.

O meu caminho no MJS começou quando eu era muito nova, ainda na catequese, nos Salesianos de Vendas Novas. Neste momento já não estou em Vendas Novas e sou animadora nas salesianas de Setúbal, na Casa Santa Ana, onde fui muito bem recebida e muito bem acolhida. Nos últimos três anos fiz parte do Conselho Nacional do MJS e, este ano, abracei novamente esta missão, desta vez como coordenadora.

Mariana – Laura, muito obrigada pela tua disponibilidade. Foste agora eleita coordenadora do Conselho Nacional do MJS, como é que é constituído o Conselho Nacional e qual a sua função?

Laura – O Conselho Nacional do MJS é constituído por oito elementos. Um coordenador ou uma coordenadora, neste caso, como já disse, sou eu que abraço esta missão, um delegado e uma coordenadora provinciais da pastoral juvenil que são o Padre Álvaro Lago e a irmã Linda Vieira, e depois mais cinco jovens. Um jovem representante dos escuteiros, que neste momento é o Diogo Oliveira, duas jovens representantes dos Salesianos, neste caso, a Inês Ribeiro e a Inês Cristóvão e dois jovens representantes das filhas de Maria Auxiliadora, que são a Mariana Santana e o Tiago Cunha.

O papel do Conselho Nacional é, sem dúvida, ouvir os jovens, perceber o que é que eles precisam, dar-lhes voz, para que nós, junto com os coordenadores de pastoral, possamos trabalhar para atingir esses objetivos que os jovens querem ou precisam.

Henrique – Sabemos que nunca foste a uma Jornada Mundial da Juventude, como é que imaginas que seja?

Laura – Pensar nas Jornadas Mundiais da Juventude arrepia-me sempre um pouco.

Acredito que seja um sentimento de comunhão que nós já sentimos no MJS, mas em larga escala. Deve ser incrível sentir que temos tantos jovens que se movem para um mesmo sítio e que, juntos, acreditamos todos no mesmo, que estamos todos juntos para a mesma coisa.Acredito que seja um sentimento incrível participar numa Jornada.

Mariana – E na tua opinião, como é que pensas que o MJS pode ajudar estes jovens a sentir a pressa e a alegria no ar de uma JMJ?

Laura – Sem dúvida, acompanhando os jovens, fazendo esta caminhada com eles, porque a Jornada não é só aquela semana, é todo este caminho que nós fazemos até lá. Portanto, diria que o MJS pode ajudar, fazendo com que os jovens se sintam sempre acompanhados e guiados neste caminho até à Jornada. Sentir a alegria e a magia da JMJ, obviamente que se sente naquela semana, mas, sente-se muito mais se formos preparados para ela.

Henrique – Junto dos teus colegas e amigos, qual é a reação deles, quando lhes falas e os convidas para a jornada Mundial da Juventude?

Laura – Normalmente ficam muito interessados, querem sempre saber como é que funciona, quando é, como é, como é que se podem inscrever e com quem é que podem ir.

É muito bonito ver que, quando nós falamos com carinho sobre algo, as pessoas automaticamente se mostram interessadas e muito disponíveis a querer saber mais, para perceber como é que podem participar.

Mariana – Pegando nas várias reações que conseguimos ir vendo, e que tu própria já nos falaste, vês as jornadas como uma boa oportunidade para evangelizar?

Laura – Sem dúvida alguma que é uma boa oportunidade, diria até que é a oportunidade para evangelizar. Estamos a falar de um evento em larga escala que atrai, as pessoas ficam interessadas e, se calhar, não são sempre as pessoas mais crentes ou por vezes nem são crentes, mas o facto de se mostrarem interessadas por um evento desta escala já é um caminho para evangelizar. Levar várias pessoas a participar e acima de tudo, prepará-las para aquilo que vai ser é, sem dúvida, evangelizar.

Penso que as jornadas são capazes de evangelizar por si, mas se nós acompanharmos essas pessoas no processo, sem dúvida que essa semana só pode ser uma boa oportunidade para evangelizar.

Henrique – O Movimento Juvenil Salesiano é marcado pela presença Mariana e Maria é, também, uma das grandes referências desta Jornada. Como é que tens Nossa Senhora na tua vida?

Laura – Maria, na minha vida, é uma guia. Eu confio-lhe muito a minha vida, não só o que me acontece de mal, mas acima de tudo, o que me acontece de bom.

Confio muito que ela me guia e me leva ao caminho certo. Obviamente que Maria também é mãe e auxiliadora, mas, na minha vida, é a minha guia.

Mariana – Laura, como é que o MJS mudou a tua vida?

Laura – Não me lembro da minha existência sem o MJS, ou foram poucos os anos em que eu me lembro que o MJS não fazia parte da minha vida, por isso, não sei se consigo responder ao que é que mudou, porque não me lembro muito bem como é que era antes. No entanto, o MJS, deu-me alegria, sem dúvida. Ensinou-me a olhar para a vida de uma forma muito mais alegre, a viver de uma forma muito mais alegre e a olhar para os jovens como um dom.

Lidar com crianças e jovens sempre me fascinou, mas fazê-lo aos olhos de Dom Bosco e à sua maneira, tem outra forma. Portanto, eu acho que mudou a forma como eu olho para os jovens e como lhes deposito tanta confiança do futuro que aí vem e da forma como lhes dou tanto protagonismo.

Henrique – No teu quotidiano, que certamente é muito atarefado entre faculdade, trabalho e outros afazeres, como é que encaras o desafio de levar Jesus, através do modo de D. Bosco, aos outros, nomeadamente aos jovens?

Laura – Esta é sempre uma pergunta difícil, mas penso que mais do que palavras, contam os atos, as atitudes. Se eu vivo alegre, atenta aos outros, se me preocupo e se sou carinhosa, acho que isto é levar Jesus aos outros. Nem sempre o levar Jesus implica pregar com palavras o que eu acredito ou não acredito, quanto eu amo ou não amo. Por isso, acho que, acima de tudo, existem atitudes. Isto, para mim, é levar Jesus e mostrar-lhes que Ele existe e que está connosco.

Mariana – Pegando no facto de levar Jesus e D. Bosco aos outros, que traço teu denuncia, a quem te rodeia, que o teu coração é realmente salesiano?

Laura – Esta é fácil, penso que é a alegria com que eu vivo e acima de tudo, a confiança nos jovens.
Ao contrário do que a sociedade hoje, nos diz e impõe, de que os jovens já não são os de antigamente, que agora estão muito ligados às redes, que estão muito desatentos, eu não acredito nisto.

Os tempos são outros e os jovens de hoje têm uma grande responsabilidade nas mãos, mas mais do que ter a responsabilidade, é necessário que alguém confie neles, que alguém confie que eles vão fazer um bom trabalho, e eu acho que esta alegria e esta confiança nos jovens, sem dúvida, que só pode ser um traço Salesiano.

Henrique – Por último, de forma breve, que conselho é que dás, aos jovens que estão, hoje, no caminho de preparação para a Jornada Mundial da Juventude de Lisboa 2023?

Laura – Eu diria aos jovens para se manterem atentos neste caminho, mas acima de tudo, para que quando a grande semana chegue, sejam jovens atentos a tudo o que vai acontecer naquela semana e a toda a gente que vai partilhar esta semana connosco.

Mariana – Laura, muito obrigada pelas tuas palavras e esperamos que o teu caminho como coordenadora do Conselho Nacional do MJS continue vivo e alegre.

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